‘Dia da Libertação’: uma avalanche de novas tarifas sobre bens que entram nos EUA

Pelo menos 10% universais a partir do próximo sábado, 34% para a China e 20% para a União Europeia (UE): Donald Trump prometeu nesta quarta-feira uma avalanche de novas tarifas sobre os bens que entram nos Estados Unidos.

O presidente americano espera que os novos impostos sobre as importações gerem centenas de bilhões de dólares por ano para o governo federal.

– O que Trump anunciou hoje? –

O presidente republicano repetia há semanas que o 2 de abril seria o “dia da libertação” dos Estados Unidos. Entende-se por isso tarifas generalizadas, maiores para os países considerados particularmente hostis em termos comerciais.

A partir de 1h01 de Brasília do próximo sábado, todos os produtos que entrarem nos Estados Unidos estarão sujeitos a uma tarifa adicional de 10%, segundo o decreto presidencial.

Em 9 de abril, na mesma hora, serão aplicadas sobretaxas seletivas a dezenas de países, baseadas em cálculos feitos por equipes do governo americano: 34% para a China, 20% para a União Europeia, 46% para o Vietnã, 24% para o Japão, 26% para a Índia e 31% para a Suíça.

Todas essas tarifas serão adicionadas às já existentes. Para a China, a conta é astronômica. Segundo a Casa Branca, os 34% vão se somar aos 20% já aplicados. Outros países, como Belarus, Cuba, Coreia do Norte e Rússia, não foram incluídos na lista, por estarem submetidos a sanções.

Trump também assinou hoje um decreto que anula a isenção de impostos sobre pequenos pacotes procedentes da China, um mecanismo que permitiu às gigantes do comércio eletrônico Shein e Temu se expandir nos Estados Unidos.

– Exceções –

Alguns bens como o cobre, os produtos farmacêuticos, os semicondutores, a madeira, o ouro, a energia e “certos minerais” não estão sujeitos às tarifas anunciadas nesta quarta, segundo uma nota da Casa Branca.

Os vizinhos Canadá e México, unidos aos Estados Unidos no Acordo de Livre-Comércio da América do Norte (T-MEC) não figuram na lista. Estão sujeitos a um regime especial, que implica tarifas de 25% (10% para os hidrocarbonetos canadenses), exceto para os produtos incluídos no acordo comercial.

Outros países como Belarus, Cuba, Coreia do Norte e Rússia tampouco estão na lista porque estão submetidos a sanções e as relações comerciais são pouco significativas.

– O que entra ou vai entrar em vigor –

No último dia 12, o governo americano impôs uma tarifa adicional de 25% sobre as importações de aço e alumínio, independentemente da sua origem. Esses impostos se ampliaram e vão ser aplicados às latas de cerveja de alumínio a partir de sexta-feira. E começando amanhã, os automóveis e componentes importados terão que pagar uma taxa adicional de 25%.

A China terá um tratamento diferente: os 25% se somam às taxas de 20% impostas em fevereiro, o que significa que os automóveis e metais chineses terão tarifas adicionais de 45%. Sobre essa cifra não vão incidir os 34% anunciados hoje, explicou a Casa Branca à AFP.

– O que está por vir? –

Madeira para construção, cobre, semicondutores e produtos farmacêuticos escaparam da avalanche de tarifas nesta quarta-feira, mas estão na mira de Donald Trump.

O presidente também mencionou tarifas para os países que comprarem petróleo russo ou venezuelano.

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