Soja: pirataria de sementes gera perdas de R$ 10 bi ao ano no Brasil

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Foto: Freepik/Soja

A pirataria de sementes de soja gera uma perda de cerca de R$ 10 bilhões ao ano no Brasil, considerando fatores como a receita que a cadeia produtiva do insumo agrícola deixa de obter. As informações são de um estudo divulgado nesta quarta-feira (2) pela CropLife e pela consultoria Céleres.

A produtividade no campo abaixo do potencial, após o plantio realizado com produto ilegal e de tecnologia deficitária, também é um fator relevante, deixando a lavoura mais suscetível ao ataque de pragas e doenças, por exemplo.

Segundo o levantamento, as sementes piratas de soja ocupam 11% da área plantada no Brasil, o equivalente a mais de 4 milhões de hectares no maior produtor e exportador global da oleaginosa na safra 2023/24. A área corresponde ao plantio da cultura em Mato Grosso do Sul naquela temporada, quando o país semeou 46,15 milhões de hectares, segundo dados oficiais.

“Não adianta fertilizante, não adianta defensivos… se não tiver a planta… Daí a relevância que damos para a semente”, afirmou o diretor da Céleres, Anderson Galvão, durante a apresentação dos dados a jornalistas, conforme apontou o InfoMoney.

Soja: colheita atinge 82% da área cultivada no Brasil

Os produtores brasileiros já haviam colhido, até quinta-feira (27), 82% da área cultivada de soja na safra 2024/25, contra 77% na semana anterior e 74% no mesmo período do ano passado, de acordo com dados coletados pela consultoria AgRural.

O avanço atual é o mais alto, comparando com mesma época do ano, desde a safra 2010/11, quando começou a série histórica da consultoria. Segundo a AgRural, a colheita foi acelerada pelo tempo firme no Rio Grande do Sul, no Norte e no Nordeste do país, que também foram beneficiados pelo clima e pelo grande número de áreas prontas.

Falando sobre a situação geral da safra, a AgRural destacou que, na semana passada, chuvas beneficiaram o milho safrinha que precisava de mais umidade no Centro-Sul do Brasil. Mesmo assim, a irregularidade das precipitações e o calor fazem com que produtores continuem em alerta.

A exceção é Mato Grosso, estado em que as lavouras continuam recebendo um bom volume de chuvas. O milho verão de 2024/25 do Centro-Sul estava 82% colhido até quinta-feira (27), contra 77% na semana anterior e 82% há um ano.

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