Matt Corman, criador de ‘Demolidor: Renascido’, presta homenagem a Val Kilmer: “Vou sentir sua falta”

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O cineasta Matt Corman, co-criador de ‘Demolidor: Renascido’, prestou homenagem ao ator Val Kilmer, falecido aos 65 anos, compartilhando memórias de sua época como assistente pessoal e pesquisador do ator nos anos 90.

Em entrevista ao Deadline, Corman destacou o lado cômico de Kilmer, muitas vezes negligenciado pelo público: “Seu espírito e imitações eram impressionantes; era uma parte de sua personalidade que ele não mostrava tanto quanto deveria”.

Corman relembrou o início de sua colaboração com Kilmer durante as filmagens de ‘Fogo Contra Fogo’: “Eu era um roteirista muito jovem e Val me contratou para ajudá-lo a organizar algumas ideias que ele tinha para filmes e digitá-las em tratamentos. Isso foi no set do icônico filme ‘Fogo Contra Fogo’, de Michael Mann. Eu trabalhava no trailer de Val no centro de Los Angeles, com o som de tiros de metralhadora ecoando da épica cena do assalto ao banco sendo filmada logo ali fora”.

O cineasta também compartilhou suas experiências trabalhando com Kilmer no roteiro de ‘A Ilha do Dr. Moreau’, na Austrália, descrevendo a produção como “uma loucura”. Corman destacou a admiração de Kilmer por Marlon Brando e a excentricidade do ator durante as filmagens.

Corman relembrou um episódio em que Kilmer o surpreendeu com uma performance cômica improvisada: “Ele começou a atuar como um bêbado tentando acender seu cigarro amassado. Sua performance era exagerada, mas da mesma forma que Charlie Chaplin era exagerado, ou seja, brilhante”.

O cineasta também comentou sobre a relação de Kilmer com sua própria comicidade e suas imitações: “Val conseguia fazer imitações incríveis de pessoas, famosas ou não. Ele me disse que tinha uma imitação de mim ‘pronta para sair’, mas seria tão precisa e cortante que era melhor ele não revelá-la”.

Corman encerrou a homenagem com uma mensagem de despedida: “Eu vou sentir sua falta, velho amigo”.

The Doors

O ator Val Kilmer morreu em Los Angeles aos 65 anos.

Sua filha, Mercedes Kilmer, disse ao The New York Times que ele morreu de pneumonia na terça-feira, 1º de abril. Ele foi diagnosticado com câncer de garganta em 2014 e depois se recuperou, ela acrescentou.

Durante duas décadas, Kilmer destacou-se como um nome de peso no cinema hollywoodiano, estrelando blockbusters, contracenando com vários astros em filmes de sucesso como “Batman Eternamente” (1995), quando substituiu Michael Keaton, dividiu cena com Tom Cruise em “Top Gun – Ases Indomáveis” (1986), com Al Pacino e Robert DeNiro em “Fogo contra Fogo” (1996) e incorporou Jim Morrison com impressionante realismo em “The Doors” (1991), polêmica cinebiografia dirigida por Oliver Stone. Difícil imaginar que tanto talento caiu no ostracismo das duas últimas décadas desde que protagonizou “Planeta vermelho” (2000), seu último trabalho relevante, além de papel menor em “Alexandre o Grande” (2004) a partir de quando teve filmes diretamente lançados em home vídeo, além de ser afastado dos grandes papeis.

O documentário “Val”, já disponível no Amazon Prime Video,  promete cobrir a vida e a carreira do ator para seus fãs que sentem falta de seu talento.

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