Fed alerta para ‘interrupções generalizadas’ com novas tarifas nos EUA

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O Fed (Federal Reserve) de Richmond publicou um relatório destacando que as propostas tarifárias do governo de Donald Trump trazem mudanças substanciais na política comercial dos EUA, com impactos econômicos “potencialmente significativos”, variando conforme os setores e regiões. O documento não menciona as tarifas recíprocas recentemente divulgadas.

“Nossa análise destaca que a carga tarifária imediata – medida pela taxa média efetiva de tarifa – pode aumentar substancialmente, de modestos 2,2% no cenário de referência para até 17,0% na proposta mais agressiva”, menciona.

O Fed de Richmond alerta que as tarifas impostas ao Canadá, México, União Europeia (UE) e ao setor automobilístico podem causar “interrupções significativas” em setores essenciais da economia dos EUA.

Preocupações empresariais com as tarifas e seus impactos econômicos

O relatório destaca que as preocupações com as tarifas são amplamente compartilhadas pelos líderes empresariais, especialmente no setor de manufatura.

“Mais de 30% das empresas agora consideram as políticas comerciais e tarifárias como sua principal preocupação comercial, um número mais de três vezes superior ao registrado no trimestre anterior”, aponta o documento.

“As tarifas propostas podem aumentar os custos de insumos, interromper as cadeias de suprimentos e resultar em preços mais altos ao consumidor, potencialmente superando quaisquer ganhos de emprego esperados em setores protegidos”, alerta o relatório.

Adicionalmente, o texto sugere que essas mudanças tarifárias podem prejudicar a competitividade das empresas americanas no mercado global, exigindo uma análise cuidadosa das consequências econômicas em várias frentes.

O relatório reforça a necessidade de ações específicas para apoiar os setores mais impactados.

Casa Branca explica nova tributação sobre produtos de baixo valor da China

A Casa Branca divulgou detalhes sobre a ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump, que põe fim à isenção de impostos para produtos de baixo valor importados da China, como parte de um esforço mais amplo para combater a crise sanitária causada pelo tráfego ilegal de opiáceos sintéticos para os EUA.

A partir de 2 de maio de 2025, Trump encerrará o regime “de minimis” — termo latino que se refere a itens de valor insignificante — que atualmente isenta de impostos mercadorias provenientes da China e de Hong Kong.

“As mercadorias importadas enviadas por meios diferentes da rede postal internacional com valor igual ou inferior a US$ 800 e que de outra forma se qualificariam para a isenção ‘de minimis’ estarão sujeitas a uma taxa de imposto de 30% de seu valor ou US$ 25 por item (aumentando para US$ 50 por item após 1º de junho de 2025).

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