JP Morgan aposta em juros mais baixos no Brasil após tarifaço

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O banco norte-americano JP Morgan se posicionou nos juros prefixados de curto prazo do Brasil depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, impôs novas tarifas de importação a diversos parceiros comerciais na quarta-feira (2).

A instituição avaliou que a nova política de comércio exterior dos EUA deve levar a um crescimento econômico global mais tímido. Esse cenário deve ser considerado pelo BC (Banco Central) nas decisões futuras sobre a política monetária, o que pode resultar em uma taxa Selic menos elevada no curto prazo.

O relatório do JP Morgan indicou adicionou uma posição aplicada (que aposta na queda das taxas) em contratos de DI (Depósito Interfinanceiro) com prazo de vencimento para janeiro de 2027. 

A operação foi aberta a uma taxa de 14,31% e tem como meta 13,50%, segundo o “InfoMoney”. Além disso, os estrategistas do JP Morgan revisarão a posição caso a taxa do DI de janeiro de 2027 atinja 15%.

“O Banco Central manteve a sua postura conservadora, mas um quadro pior para o crescimento global após o anúncio das tarifas americanas pode abrir a porta para juros mais baixos em relação à precificação do mercado. A situação fiscal ainda é objeto de incerteza, mas há catalisadores limitados no curto prazo”, opina o time de estratégia para América Latina do banco.

JP Morgan aumenta risco para recessão global

Em nota de pesquisa enviada a clientes nesta quinta-feira (03) o JPMorgan aumentou os riscos para uma recessão da economia global. O aviso foi baseado na expectativa do impacto causado pelas tarifas do presidente norte americano Donald Trump na quarta-feira (02).

Os analistas do banco salientaram que as chances de uma retração generalizada aumentaram para 60%, frente 40% do relatório anterior. O aumento em mais de 10% a mais de 60 países com déficit comercial persistente com os EUA gera grande preocupação em mercados do mundo todo.

Especialistas do órgão alertam para aumento no custo de alimentos básicos como café e açúcar no território americano. Automóveis e eletrodomésticos devem ter aumento nos preços e as taxações levam a um crescimento na taxa de impostos para 22p.p (pontos percentuais). A carga tributária dos EUA agora pesa 2,4% no PIB (Produto Interno Bruto) do país. As informações são do portal Exame.

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