Argentina faz novo acordo de US$20 bilhões com FMI

Banco de Central da Argentina / Divulgação

O acordo entre a Argentina e o  FMI (Fundo Monetário Internacional) será de US$20 bilhões, de acordo com o ministro da economia do país, Luis Caputo. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (27) rodeado por tensões no mercado em um momento em que as negociações entram em momento decisivo. 

Caputo confirmou que o país solicitou o empréstimo ao fundo e ainda será submetido à aprovação no conselho. Durante um evento em Buenos Aires, fez um discurso afirmando que o governo está em negociação com o  CAF (Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe) e o BID (Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe). 

Com os fundos extraordinários, as reservas do país devem chegar ao patamar de US% 50 bilhões. Segundo o jornal O Globo, analistas do mercado acreditam que o acordo com o FMI será precedido por uma desvalorização do câmbio.

A promessa do presidente argentino Javier Milei, era de dolarizar a economia e liberar os controles cambiais. O peso argentino ainda segue cotações cuidadosamente calibradas pelo governo para não pressionar a inflação ao mesmo tempo que permite uma retomada do crescimento.

Argentina garante nova estratégia

Segundo o chefe da pasta, os recursos emprestados do FMI não serão utilizados para intervenção no mercado cambial para substituir ativos do Tesouro no Banco Central do país. Analistas acreditam que o FMI exigirá uma maior flexibilização do câmbio para evitar que os recursos de seu pacote de socorro sejam usados para injetar dinheiro na economia e segurar a cotação do peso.

Caputo não se comprometeu a manter a atual política monetária e cambial numa recente entrevista à televisão. O aviso deixa em aberto possíveis alterações na política cambial, apesar dos alertas do FMI. Desde 13 de março, as expectativas para a taxa de câmbio oficial no final de abril pioraram 2,3%, passando de 1.106 pesos por dólar para 1.132.

Milei tem utilizado a taxa de câmbio como âncora para a inflação, impedindo uma alta generalizada de preços desde o início de seu mandato. Uma desvalorização maior do peso ou a adoção de um câmbio flutuante poderiam colocar em risco seus esforços.

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