
Como informamos em dezembro passado, uma decisão judicial definiu que o NSO Group, responsável pelo conhecido spyware Pegasus, violou leis estaduais e federais nos Estados Unidos ao usar o WhatsApp para invadir os celulares de 1.400 usuários do app em 2019. Agora, o júri decidiu que a empresa israelense deverá pagar à Meta mais de US$167 milhões em indenização.
Mais precisamente, o júri concedeu à Meta US$444.719 em danos compensatórios e US$167.254.000 em danos punitivos. O CEO 1 do WhatsApp, Will Cathcart, comentou a decisão no X (antigo Twitter) e alegou que “a luta ainda não acabou”, já que o próximo passo é garantir uma ordem judicial para impedir que o NSO Group volte a atacá-los.
E a decisão do júri hoje de punir o NSO é um impedimento crucial para a indústria de spyware contra seus atos ilegais direcionados a empresas americanas e aos nossos usuários em todo o mundo.
O vice-presidente de comunicações globais do WhatsApp, Carl Woog, também disse que a Meta tem “um longo caminho pela frente” até receber a indenização do NSO.
Em última análise, gostaríamos de fazer uma doação a organizações de direitos digitais que trabalham para defender pessoas contra esses ataques em todo o mundo.
Já Gil Lainer, representante do NSO Group, afirmou que a decisão foi “mais um passo em um longo processo judicial” e afirmou que a empresa vai buscar “novos procedimentos” ou um recurso.
Acreditamos firmemente que nossa tecnologia desempenha um papel fundamental na prevenção de crimes graves e terrorismo, e é implantada de forma responsável por agências governamentais autorizadas. Essa perspectiva, validada por extensas evidências reais e inúmeras operações de segurança que salvaram muitas vidas, incluindo vidas americanas, foi excluída da análise do júri neste caso.
Em um comunicado, a Meta disse que publicará as transcrições (não oficiais, por ora) de vídeos dos depoimentos exibidos durante a audiência pública do caso, para que esses registros estejam disponíveis a pesquisadores e jornalistas que estudam essas ameaças e trabalham para proteger o público.
Vale lembrar que a Apple também tinha uma ação contra a desenvolvedora do Pegasus, mas desistiu do litígio em setembro do ano passado.