Operação entre Master e BRB mexe com a concorrência, diz Gustavo Loyola

O ex-presidente do Banco Central (BC) Gustavo Loyola diz ver com naturalidade a repercussão no mercado sobre a compra de 58% do capital do Banco Master pelo BRB (Banco de Brasília). Em entrevista à CNN Brasil, Loyola diz que a movimentação “faz parte do jogo”.

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“Mexe com a concorrência, então tem sempre opositores. Minha experiência no BC é que sempre existem terceiras instituições que demonstram interesse, querem interferir na negociação. Faz parte da regra do jogo. Nada de errado nisso. E acredito que a operação pode ser benéfica para todo mundo”, avalia.

Loyola, que esteve no comando do BC em dois períodos – 1992-1993 e 1995-1997 – disse ainda que, de acordo com sua leitura do fato relevante sobre a operação de compra divulgado ao mercado e de outras divulgações das duas instituições, tudo indica que “existem os cuidados que normalmente são tomados durante uma operação de aquisição de carteiras”. Ele cita, por exemplo, auditorias independentes envolvidas e, ainda, a possibilidade de o BRB poder escolher os ativos que não farão parte de uma eventual nova operação.

“E vamos dizer que o BRB busca ter acesso a um tipo de operação que é feita pelo Master e que aparentemente, pelo balanço, vê-se que tem rentabilidade bastante expressiva. Então ele procura ter acesso a essas operações. E, para o Master, a operação é vantajosa, no sentido que amplia a capacidade de funding, deixando de depender tanto do funding de CDB garantidos pel FGC [Fundo garantidor de Créditos]”

Para o executivo, hoje sócio-diretor da Tendências Consultoria, também é “interessante” para o próprio FGC. “da parte do FGC, parece uma operação interessante, pois tenta desconcentrar o risco que o FGC tem em alguns poucos bancos médios. Sem adentrar muito na complexidade da operação, eu diria que {a operação] pode ser benéfica para todo mundo.

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