Netflix investirá R$ 5 milhões para modernizar Cinemateca Brasileira

A Netflix anunciou um investimento de R$ 5 milhões para a modernização da Cinemateca Brasileira, como parte do projeto de revitalização do complexo arquitetônico da instituição. Esta é a primeira vez que uma empresa privada participa da restauração do espaço desde sua reabertura, em 2022.

O patrocínio cultural foi viabilizado por meio do PRONAC 235047, projeto aprovado pela Lei Rouanet. A iniciativa também representa a estreia da Netflix no uso desse mecanismo de incentivo cultural no Brasil para apoiar a cultura nacional e o setor audiovisual.

O aporte financeiro será destinado, principalmente, à reforma da Sala Oscarito — a primeira sala de projeção da sede atual da Cinemateca Brasileira, inaugurada em 1997. As obras incluirão modernizações técnicas, melhorias na acessibilidade e adequações às normas vigentes.

Divulgação/Prefeitura de São Paulo

O projeto contempla ainda a atualização do sistema de climatização da sala, tornando o espaço mais eficiente e confortável para o público. A proposta é adotar tecnologias modernas que garantam a preservação do acervo e a segurança das exibições cinematográficas.

Maria Dora Mourão, diretora-geral da Cinemateca Brasileira, comemorou a parceria: “A modernização da Sala Oscarito é um passo importante na revitalização da Cinemateca Brasileira. Esse esforço não só contribui para preservar nosso patrimônio audiovisual, mas também reposiciona a Cinemateca como espaço de referência na exibição cinematográfica”.

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Projeto vai além da sala de exibição

Além da reforma da salada Cinemateca, o projeto de restauração com investimento da Netflix mais amplo inclui a recuperação de alvenarias, melhorias em áreas técnicas e de pesquisa, implantação de paisagismo e ampliação das condições de acessibilidade em diferentes instalações do complexo.

A estimativa é que sejam necessários cerca de R$ 30 milhões para completar toda a restauração da Cinemateca. O investimento da Netflix representa um impulso significativo para alcançar esse objetivo, além de incentivar a participação de outras empresas privadas em iniciativas culturais.

Elisabetta Zenatti, vice-presidente de Conteúdo da Netflix no Brasil, celebrou o envolvimento da empresa no projeto. “É uma alegria contribuir para a revitalização de um espaço tão importante para a história do cinema brasileiro. Preservar a memória audiovisual é fundamental para manter viva a cultura brasileira”, afirmou.

Divulgação/Cinemateca Nacional

Cinemateca carrega história e enfrenta desafios

A Cinemateca Brasileira, criada oficialmente em 1956, possui o maior acervo de filmes da América do Sul. Sua origem remonta ao primeiro clube de cinema de São Paulo, fundado em 1946. Desde então, tornou-se uma referência internacional em preservação cinematográfica.

No entanto, a instituição enfrentou grandes dificuldades nos últimos anos. Em julho de 2021, um galpão da Cinemateca localizado na Vila Leopoldina, em São Paulo, foi destruído por um incêndio. O local armazenava cerca de um milhão de documentos da antiga Embrafilme.

Esse acervo incluía cópias de filmes raros, equipamentos antigos e arquivos com mais de cem anos. Na época, a Cinemateca era administrada pelo Governo Federal, que havia assumido a gestão da entidade em 2020 como parte de um plano emergencial para o setor cultural.

A tragédia gerou forte comoção e mobilização da comunidade artística e de profissionais da área audiovisual. Em abril de 2021, funcionários realizaram protestos alertando sobre o abandono da instituição e a falta de políticas efetivas de preservação cultural.

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Nova gestão busca revitalizar a instituição

Desde 2022, a Cinemateca voltou a ser gerida pela Sociedade Amigos da Cinemateca, entidade sem fins lucrativos fundada em 1962 e recentemente qualificada como Organização Social. A nova gestão busca parcerias para fortalecer a preservação e a difusão da memória do cinema brasileiro.

O acervo atual da Cinemateca conta com mais de 60 mil títulos e vasto material documental sobre a história do cinema nacional. São registros textuais, fotográficos e iconográficos que cobrem mais de 120 anos de produção audiovisual no país.

Com o investimento da Netflix, a instituição da Cinemateca ganha novo fôlego para continuar sua missão de resgatar, preservar e divulgar a memória cinematográfica do Brasil, conectando o passado com o futuro do audiovisual nacional.

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Fonte: Netflix

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