BC estava convicto de que ciclo de aperto não acabou, diz diretor

O diretor de Política Moentária do BC, Nilton David / Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O diretor de Política Monetária do BC (Banco Central), Nilton David, afirmou nesta segunda-feira (31) que na última reunião de março, a autarquia tinha convicção de que o ciclo de aperto monetário não estava encerrado e que os movimentos à frente seriam menores do que os aumentos recentes realizados até então.

A sinalização dada foi mais interessante para se ter uma saída “suave” do guidance da autarquia, minimizando volatilidades, disse David durante um evento promovido pelo Itaú BBA.

O dirigente do BC citou “passos menores” do BC à frente no plural, mesmo sinalizando em suas comunicações oficiais o movimento que será feito apenas em maio, o que deixou em aberto as reuniões à frente. 

“Na reunião passada, (houve) alta convicção de que o ciclo não estava encerrado e que os passos seriam menores do que até então. Logo, para nós, foi mais interessante dar essa sinalização para ter essa saída do ‘forward guidance’ mais suavizada, minimizando volatilidades possíveis de interpretação”, disse.

Além disso, o diretor do BC ainda afirmou que o uso do “forward guidance” pela autoridade monetária é bastante extraordinário, e também que sua aplicação demanda uma elevada convicção de onde o BC deve estar no futuro, de acordo com o “CNN Money”.

BC: objetivo é perseguir meta de inflação a 3%

A principal meta do BC (Banco Central) é alcançar uma inflação de 3%. O aviso foi feito pelo diretor de política monetária do Banco Central, Nilton David, nesta segunda-feira (31). O representante do órgão também destacou que, sem prejudicar o objetivo principal, a autarquia trabalha para diminuir a oscilação dos ciclos na economia.

David reiterou que a taxa Selic precisa estar em um patamar mais restritivo do que se previa para impactar todos os operadores da economia. O pouso suave no Brasil é desafiador segundo o economista que considera a desaceleração da economia, mas reforçou que o BC guia os juros pela inflação.

“O Banco Central vai buscar o caminho que for mais razoável para chegar a esses 3% primeiro, claro que em vista das consequências que tem para os dois lados”, disse o diretor em um evento do Itaú BBA. Em dezembro, o aumento da Selic foi visto como uma movimentação agressiva do BC que ajudou a ancorar as expectativas. 

“A pergunta, agora, é como vão ser os próximos meses, onde o esperado é que a inflação não arrefeça nos próximos três, quatro, cinco meses, e como vai ser a dinâmica das expectativas do mercado e o comportamento dos agentes. Com base nisso, a gente vai calibrar”, explicou o dirigente.

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