Trump taxa em 25% todos os veículos não fabricados nos EUA

residente Donald Trump assina decreto retirando os EUA do Acordo de Paris e Anistiando os Presos Políticos (GPO/ Fotos Públicas)

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (26) novas tarifas sobre a importação de automóveis. Segundo ele, a taxação valerá para “todos os carros que não são fabricados nos EUA”.

A nova onda de tarifas passará a valer a partir de 2 de abril e a arrecadação começa no próximo dia 3. Mais cedo, ainda nesta quarta-feira, Trump afirmou que “as montadoras de automóveis já estão voltando ao nosso país”.

Além disso, o republicano afirmou que o país norte-americano está “chegando perto dos US$ 5 trilhões em investimentos empresariais” desde que assumiu o cargo no fim de janeiro. O presidente já havia prometido novos anúncios e investimentos de US$ 4 trilhões para hoje.

Trump aplica tarifa sobre navios chineses e gera pânico comercial 

Desde a chegada de Trump à presidência, o comércio global tem enfrentado uma série de desafios imprevistos. Um exemplo claro dessa instabilidade pode ser visto em um carregamento de 16 mil toneladas de tubos de aço, que deveria ter sido enviado da Alemanha para um grande projeto de energia na Louisiana, nos EUA.

Contudo, a carga permanece parada em um armazém alemão, bloqueada pela incerteza causada pela proposta dos EUA de impor altas multas a navios chineses que atracam em portos americanos.

As novas políticas comerciais, influenciadas pelo contexto atual, estão interrompendo negócios, afetando a logística global e intensificando as tensões entre as duas maiores economias do planeta.

De acordo com José Severin, gerente de desenvolvimento de negócios do grupo logístico Mercury Group, as negociações para o envio dos tubos foram interrompidas até que a situação se esclareça. 

Na rota em questão, 80% dos navios da empresa de transporte foram construídos na China, o que os tornaria sujeitos a sobretaxas de US$ 1 milhão a US$ 3 milhões. Dependendo de como a tarifa for aplicada, o custo total poderia dobrar ou até triplicar o valor atual do frete.

Esse é apenas um exemplo entre muitos negócios prejudicados pela proposta do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), que busca diminuir a influência da China nos setores de construção naval, logística e transporte marítimo. 

O USTR destaca que, desde 1999, a China aumentou sua participação na tonelagem mundial de cargueiros de 5% para mais de 50%, com Japão e Coreia do Sul completando os principais players do setor. No ano passado, estaleiros americanos responderam por apenas 0,01% da frota global, e o USTR visa revitalizar a indústria naval mercante dos Estados Unidos.

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