Arroz: preços caem para o menor patamar nominal desde out/22

arroz cepea

Em queda há sete semanas, os preços do arroz em casca levantados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, acumulam baixa de 21,3% desde final de janeiro. Eles atingiram o menor patamar desde 21 de outubro de 2022. 

Segundo o centro de pesquisas, esse cenário preocupa vendedores de forma geral, pois os custos totais de produção do cereal no Rio Grande do Sul são estimados na casa dos R$ 100 por saca de 50 kg nesta temporada. Diante dos fortes recuos, a liquidez segue baixa, ainda conforme pesquisas do Cepea.

Vendedores, no geral, se mostram retraídos para novas negociações, mas a necessidade de caixa leva parte deles a ceder aos pedidos de compradores. Quanto à colheita, as atividades continuam avançando satisfatoriamente, com alguns relatos de talhões acamados ou mesmo de quebras acima do normal no beneficiamento.

Açúcar: preços médios oscilam de acordo com tipo negociado

Ao longo da última semana, os preços médios do açúcar cristal registraram variações expressivas tanto positivas quanto negativas, como aponta levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. 

Pesquisadores do centro atribuem o comportamento instável neste final da entressafra 2024/25 à postura de agentes das usinas, que pediram valores com diferença significativa para os tipos Icumsa 150 e Icumsa 180.

Considerando o mínimo e máximo captados nas vendas do cristal no mercado spot paulista, a diferença na semana passada chegou a 17 Reais/saca de 50 kg entre os tipos de açúcar. 

No balanço de 17 a 21 de março, a média do Indicador CEPEA/ESALQ, cor Icumsa de 130 a 180, foi de R$ 138,83/sc de 50 kg, baixa de 1,24% em relação à do período anterior.

Açúcar: tarifas de Trump devem impactar setor de forma pontual

As tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, podem impactar o setor sucroalcooleiro do Brasil, mas isso deve ocorrer de forma pontual, de acordo com o analista da área de cana-de-açúcar da StoneX Marcelo di Bonifacio Filho.

Segundo ele, pode ocorrer que empresas do país norte-americano optem por cortar o fluxo dos produtos brasileiros, mas também há possibilidade de manutenção dessas compras, uma vez que o etanol do Brasil pontua mais do que o produto dos EUA nos programas de incentivo a biocombustíveis.

O etanol de cana do Brasil mitiga mais a emissão de gases no comparativo com o etanol de milho americano“, ressalta o especialista.

“Além disso, a exportação brasileira é pequena no comparativo com a demanda total, então o setor tem sim válvulas de escape para esse produto que não vai mais aos EUA: o mercado doméstico tende a absorver”, acrescenta.

José Guilherme Nogueira, CEO da Orplana (Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil), destaca que outros países têm dificuldade de competir com o Brasil em preços.

“Entretanto, o que tem que se avaliar é o jogo econômico que o Trump vem realizando, em que não está inserido somente o açúcar, mas todos os produtos de pauta de exportação do Brasil e importação”, lembre o executivo.

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