Governo Lula amplia gastos sociais em R$ 30,7 bi

Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

Novas medidas de estímulo econômico foram anunciadas pelo Governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas últimas semanas e, juntas, equivalem a uma injeção de R$ 30,7 bilhões na economia até 2026. O montante se divide entre programas sociais e liberação de recursos diretamente à população, segundo um levantamento realizado pelo Drive/Poder360 divulgado nesta sexta-feira (28).

Os novos gastos do Governo Lula vem em meio a uma crise na popularidade da sua gestão como presidente da República. Conforme a pesquisa Datafolha, divulgada em 14 de fevereiro, a avaliação positiva do governo caiu para 24%, o pior índice registrado em todos os mandatos do petista.

As medidas do governo, anunciadas até então, incluem o Programa Pé-de-Meia, com o pagamento de R$ 1 mil aos estudantes beneficiários, iniciado na última terça-feira (25). Além disso, o Poder Executivo Federal garantiu a gratuidade de 41 medicamentos através da Farmácia Popular.

Paralelamente, houve também uma medida provisória para permitir o saque do FGTS aos trabalhadores demitidos que aderiram à modalidade saque-aniversário.

O Governo Lula ainda pretende reapresentar o projeto do auxílio-gás ao Congresso, segundo o “InfoMoney”, com objetivo de fornecer gás gratuitamente a 22 milhões de famílias. O presidente Lula já afirmou que o programa está “quase pronto”.

Queda na popularidade de Lula cria sentimento de ‘FOMO’ nos investidores

queda na popularidade do presidente Lula tem agitado o mercado financeiro, criando um cenário de incerteza política, que gera reações variadas entre os investidores. 

As últimas pesquisas, que apontaram apenas 24% de aprovação ao governo, revelaram o menor índice desde seus três mandatos, provocando um reflexo imediato no mercado.

De acordo com analistas, esse cenário tem alimentado o sentimento de “FOMO” (Fear of Missing Out), uma expressão do inglês que representa o medo de ficar de fora, nas operações de bolsa e câmbio.

O impacto imediato da queda na popularidade de Lula pode ser visto na alta registrada na bolsa após a divulgação do Datafolha. Porém, a análise do JP Morgan destaca que, embora o ambiente político brasileiro comece a gerar certo nervosismo, é cedo para fazer previsões baseadas nas eleições de 2026. 

Em um relatório divulgado em 17 de fevereiro, o banco afirmou: “Embora os investidores no Brasil estejam começando a ficar obcecados com as eleições, achamos que ainda é muito cedo para negociar eleições.”

Apesar da instabilidade política, o Brasil continua a ser um dos mercados de melhor desempenho, especialmente nas ações e no câmbio. O clima de incerteza eleitoral tem levado muitos investidores a entrar na compra de ativos, temendo perder uma possível recuperação ou valorização. 

O fenômeno é descrito como um comportamento de “FOMO”, caracterizado pela busca de oportunidades à medida que os preços sobem. 

“Quando os preços estavam mais baixos, não havia compradores, mas conforme subiram, o interesse aumentou”, dizem os analistas do JP Morgan, destacando que o movimento tem sido impulsionado principalmente por notícias políticas.

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