Nokia vai criar a primeira rede 4G que funciona na Lua

A Nokia, empresa finlandesa reconhecida por sua expertise em infraestrutura de telecomunicações, está prestes a fazer história ao implantar a primeira rede 4G na Lua. Essa iniciativa faz parte da missão Intuitive Machines-2 (IM-2), que tem como objetivo explorar o polo sul lunar e preparar o terreno para futuras missões espaciais, incluindo viagens tripuladas.

A missão, que teve início com o lançamento do lander Athena a bordo de um foguete SpaceX Falcon 9, carrega equipamentos da Nokia especialmente adaptados para as condições lunares. A rede 4G/LTE será usada para conectar o lander a dois veículos de exploração: o rover MAPP e o drone Micro Nova Hopper.

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Cerca de uma semana após o lançamento, o Athena deve entrar na órbita lunar baixa. Após completar várias revoluções ao redor da Lua, o lander pousará no polo sul, dando início à fase crucial da missão. Nesse momento, a Nokia ativará seu Sistema de Comunicação da Superfície Lunar (LSCS), utilizando um link direto com a Terra para monitorar e controlar a rede.

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A tecnologia por trás da rede 4G lunar

O equipamento da Nokia, chamado de “network in a box” (NIB), está integrado ao Athena e será responsável por estabelecer a primeira conexão celular na Lua. Inicialmente, o NIB se conectará ao módulo do rover MAPP, ainda dentro do lander, marcando o primeiro chamado celular lunar. Em seguida, a rede será estendida ao drone Micro Nova Hopper.

Divulgação/Nokia

Enquanto o rover e o drone exploram a superfície lunar, a Nokia monitorará o desempenho da rede, coletando dados essenciais para ajustes e melhorias. Essas informações serão fundamentais para refinar o design e a implantação de redes celulares em futuras missões espaciais.

Objetivos e impactos da rede 4G na Lua

Além de conectar os veículos de exploração, o LSCS tem como objetivo demonstrar que a tecnologia celular pode ser uma solução viável para comunicações em missões espaciais. A iniciativa abre precedentes para o uso de redes 4G e, eventualmente, 5G em explorações mais ambiciosas, incluindo missões tripuladas à Lua e até mesmo a Marte.

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A missão IM-2 é um marco não apenas para a Nokia, mas para a exploração espacial como um todo. Ao provar que a tecnologia terrestre pode ser adaptada para funcionar em ambientes extremos, como a superfície lunar, a empresa finlandesa reforça seu papel como líder em inovação em telecomunicações.

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O futuro da comunicação interplanetária

Com o sucesso dessa empreitada, a Nokia espera pavimentar o caminho para uma nova era de exploração espacial, onde redes celulares robustas e confiáveis serão essenciais para conectar astronautas, veículos e bases lunares. O futuro da comunicação interplanetária pode estar mais próximo do que imaginamos.

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Fonte: Nokia

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