Ibovespa abre em alta com balanços de empresas; dólar cai

Ibovespa
Ibovespa / Foto: CanvaPro

Ibovespa, principal índice do mercado acionário nacional, iniciou o pregão desta quarta-feira (26) em alta, com investidores respondendo aos balanços de empresas brasileiras. Agentes do mercado também vão estar atentos aos dados de desemprego do Caged, e da dívida pública, do Tesouro Nacional.

Por volta das 10h08 (horário de Brasília) o marcador estava em alta de 0,26%aos 126.305 pontos.

Enquanto isso, o dólar comercial apresentava uma queda de 0,19%, cotado a R$ 5,7437.

As atenções estão voltadas aos balanços corporativos. Nesta quarta-feira (26), Ambev (ABEV3), Klabin (KLBN11) e WEG (WEGE3) divulgaram seus resultados do quarto trimestre de 2024. Depois do fechamento da bolsa, Petrobras (PETR4), BRF (BRFS3), Marfrig (MRFG3) e Cosan (CSAN3), entre outras, também publicam seus balanços.

As expectativas para os resultados do mercado de trabalho brasileiro também movem o Ibovespa. Às 10h30, o Ministério do Trabalho e Emprego divulga os dados de janeiro do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, chegou a antecipar que o saldo de empregos vai ultrapassar 100 mil vagas.

Os dados da dívida pública são outro destaque. O relatório mensal da dívida de fevereiro vai ser publicado pelo Tesouro Nacional às 14h30. À espera dos dados, investidores seguem reagindo aos resultados da Klabin, que teve lucro líquido de R$ 543 milhões no quarto trimestre de 2024, o que representa uma alta anual de 47%.

Mais detalhes sobre o que move o Ibovespa

Outras empresas que divulgam balanços após o fechamento do mercado desta quarta-feira (26) são CPFL (CPFE3), Ultrapar (UGPA3), Braskem (BRKM5), C&A (CEAB3), Kepler Weber (KEPL3) e Qualicorp (QUAL3). Enquanto esperam esses resultados, investidores vão estar reagindo aos dados do Caged.

Em evento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Marinho disse que a geração de empregos deve continuar forte ao longo deste ano, reforçada pelos investimentos no Brasil. Investidores acompanham os indicadores de desemprego com atenção para avaliar os efeitos do mercado de trabalho na economia.

O Ibovespa também reage aos resultados da Klabin. A empresa obteve um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ajustado de R$ 1,82 bilhão, alta anual de 8%, além de uma receita líquida de R$ 5,27 bilhões, o que representa um avanço de 17%. A projeção LSEG previa um Ebitda de R$ 1,87 bilhão.

A WEG também divulgou resultados nesta quarta-feira (26). A empresa teve um lucro líquido de R$1,69 bilhão no quarto trimestre de 2024, o que representa uma queda de 2,9% na comparação anual. Ao mesmo tempo, a receita da empresa cresceu 30% no período. O Ebitda da companhia foi de R$ 2,39 bilhões no quarto trimestre.

Por sua vez, a Ambev teve um lucro líquido de R$ 5,024 bilhões no quarto trimestre, o que significa uma alta anual de 11%. O lucro ajustado da companhia cresceu 7,5% no trimestre, com R$ 5,018 bilhões. Enquanto avaliam os resultados das empresas, investidores estão atentos à política, com possíveis trocas de ministérios.

O governo já substituiu a ministra da Saúde, Nísia Trindade, por Alexandre Padilha, que vai sair da Secretaria de Relações Institucionais. Em meio às turbulências, Lula participa da abertura da primeira reunião de sherpas da presidência brasileira do Brics às 11h30.

EUA

A agenda de dados desta quarta-feira (26) inclui vendas de novas casas, licenças de construção e estoques de petróleo. Investidores também estão atentos aos pronunciamentos de Tom Barkin e Raphael Bostic, membros do Fed (Federal Reserve), à procura de sinalizações sobre o futuro da política econômica dos EUA.

Agentes do mercado global estão preocupados com a desaceleração da economia do país norte-americano, já que os últimos dados publicados vieram mais fracos e a confiança do consumidor caiu. Além disso, investidores aguardam o balanço da Nvidia.

As atenções seguem voltadas à política tarifária, com Trump lembrando que as tarifas ao Canadá e ao México vão ser implementadas “conforme o planejado, na próxima semana”. Também avançam as negociações para alcançar um acordo entre Trump e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

Cotação dos índices futuros dos EUA:

Dow Jones Futuro: +0,16%

S&P 500 Futuro: +0,35%

Nasdaq Futuro: +0,61%

Bolsas asiáticas

As bolsas da Ásia-Pacífico fecharam mistas, com Hong Kong em maior vantagem, puxada pelos avanços nas tecnologias chinesas. Nesta quarta-feira (26), a cidade anunciou que pretende se tornar um centro de IA, investindo 1 bilhão de dólares de Hong Kong em pesquisa e desenvolvimento na área.

Ações do segmento de corretagem também impulsionaram Hong Kong, com alta de quase 20% da China Internacional Capital Corp. e de 17% da China Galaxy Securities, após rumores de que as duas planejam fundir operações para formar a terceira maior empresa do setor na China.

Enquanto isso, ações de tecnologia, como as da Alibaba, tiveram valorização de mais de 4%. As bolsas chinesas também fecharam em alta, porém, no Japão houve queda, com baixa nas ações de chips e temores relacionados à desaceleração da economia dos EUA, além das ameaças tarifárias de Trump.

Shanghai SE (China), +1,02%

Nikkei (Japão): -0,25%

Hang Seng Index (Hong Kong): +3,27%

Kospi (Coreia do Sul): +0,41%

ASX 200 (Austrália): -0,14%

Bolsas europeias

Os mercados europeus estão subindo e chegando perto de máximas recordes, depois que os EUA e a Ucrânia concordaram com os termos de um acordo a respeito da exploração conjunta de minerais. Com isso, Kiev espera que as relações com Trump melhorem, permitindo um compromisso de segurança de longo prazo com os EUA.

As bolsas também estão sendo impulsionadas pelos resultados positivos da AB InBev, fabricante da Budweiser cujas ações subiram 7% após uma alta de 2,7% na receita, para US$ 59,77 bilhões em 2024, com vendas acima das expectativas para o quarto trimestre.

Investidores seguem acompanhando os resultados de outras empresas, entre elas o Adecco Group, AB InBev, E.On, Danone, Munich Re, Uniper, Stellantis, Wolters Kluwer, Aston Martin Lagonda, Covestro e Deutsche Telekom.

FTSE 100 (Reino Unido): +0,40%

DAX (Alemanha): +0,69%

CAC 40 (França): +0,42%

FTSE MIB (Itália): +0,54%

STOXX 600: +0,36%

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