EUA: Venda de novas moradias cai mais que o esperado

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EUA / Foto: Freepik

As vendas de novas residências unifamiliares nos EUA caíram 10,5% em janeiro, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 657.000 unidades, como informou o Departamento de Comércio do país nesta quarta-feira (26).

A queda foi maior que o esperado por analistas consultados pela “Reuters”, que esperavam uma taxa de 680.000 unidades.

Segundo informações da “Reuters”, a queda ocorre pela persistência de altas taxas de hipoteca, que estão afastando potenciais compradores. Além disso, o clima frio fora de época em alguns lugares do país também pode explicar uma parte do recuo.

Enquanto isso, o número de dezembro foi revisado para cima, para uma taxa de 734.000 unidades, ante 698.000 unidades apontadas anteriormente.

Mesmo que o mercado de novas construções continue sustentado pelo baixo estoque de casas usadas, as hipotecas mais elevadas juntaram-se aos preços elevados para diminuir a acessibilidade.

De acordo com dados divulgados na semana passada, as vendas de moradias usadas recuaram em janeiro, assim como a construção de casas.

EUA: confiança do consumidor recua forte em fevereiro

A confiança dos consumidores dos EUA apresentou uma piora na deterioração em fevereiro, no ritmo mais forte em 3 anos. O índice caiu 7 pontos, segundo o Conference Board, a maior queda desde agosto de 2021, para 98,3 neste mês. 

A queda já era esperada pelos economistas consultados pela “Reuters” previam que o índice cairia, mas apenas para 102,5. Agora, as expectativas de inflação dos EUA em 12 meses aumentaram, em meio a preocupações de que as tarifas sobre importações elevarão os preços para as famílias.

O índice de confiança do consumidor dos EUA teve a terceira queda mensal consecutiva, chegando ao nível inferior da faixa que registrado desde 2022. A média das expectativas de inflação para os próximos 12 meses saltou de 5,2% para 6% em fevereiro.

“As referências à inflação e aos preços em geral continuam no topo do ranking nas respostas escritas, mas o foco mudou para outros tópicos”, disse Stephanie Guichard, economista sênior de indicadores globais do Conference Board.

“Houve um aumento acentuado nas menções ao comércio e às tarifas, voltando a um nível não visto desde 2019. Mais notavelmente, os comentários sobre o atual governo e suas políticas dominaram as respostas”, comentou.

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