Justiça condena o Villa Real a pagar R$ 11 mil a investidor

Villa Real é condenado a pagar R$ 11 mil a investidor

O Villa Real, clube fundado em Juiz de Fora e que se mudou para Machado, no sul do estado, em 2024, deverá restituir Renan da Silva Campos em R$ 10.950. A decisão foi expedida em segunda instância pela 16ª Câmara Cível Especializada do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), mantendo a condenação estabelecida pela 1ª Vara Cível da Comarca de Juiz de Fora e diz respeito a um valor investido por Renan para virar sócio-diretor da agremiação.

Villa Real é condenado a pagar R$ 11 mil a investidor
Clube também terá que arcar com honorários e custas processuais (Foto: Reprodução/Instagram)

Conforme o processo, Renan afirma ter comprado, pelo valor já mencionado, em 21 de julho de 2019, uma cota na sociedade do clube para atuar como sócio-diretor. Porém, seu cargo dentro da diretoria do Villa Real acabou sendo negado após o pagamento do montante, motivando a rescisão do contrato e o pedido pelo ressarcimento do dinheiro.

O Villa Real, por sua vez, negou o reembolso, alegando ter firmado contrato verbal indicando que esse e outros investidores seriam apenas patrocinadores e que os valores pagos eram, na verdade, doações. Além disso, de acordo com o clube, só teriam direito a reembolso os patrocinadores que mantivessem o acordo até que a equipe terminasse de pagar sua taxa de profissionalização à Federação Mineira de Futebol (FMF), tarifa necessária para disputar competições profissionais de futebol no estado.

Segundo o juízo de primeira instância, o Villa Real deveria devolver o dinheiro a Renan por não apresentar provas para sua versão dos fatos. “Diante de todos os depoimentos tomados, ficou constatado que não houve intenção do autor, ou demais sócios, de contribuir com intuito de doação ao clube, mas de obter um retorno futuro daquilo que investiram. A parte ré, portanto, deixou de comprovar suas alegações, não sendo demonstrado, nas provas documentais e orais, que o autor doou os valores depositados para o clube. Ademais, não ficou comprovado que a cláusula de rescisão contratual era o cumprimento do pagamento total da taxa da Federação Mineira”, afirma o magistrado.

Diante da decisão, o Villa Real recorreu, mas o relator do recurso no TJMG, desembargador Marcos Henrique Caldeira Brant, votou pela manutenção da sentença, sob o mesmo argumento da primeira instância.

Primeiro presidente da história do Villa Real, Allan Taxista afirmou que não responde mais pelo clube. A agremiação, por sua vez, informou que a “questão está a cargo do departamento jurídico e o clube não irá se posicionar”.

Villa Real deixou JF há quase um ano

Fundado no final de 2021, o Villa Real tinha o propósito de valorizar os atletas de Juiz de Fora e mostrar que o futebol na cidade é possível, conforme diversas entrevistas do ex-presidente Allan Taxista na época. Porém, menos de três anos depois, em abril de 2024, o clube anunciou que estava deixando a cidade.

O Villa Real rumou para Machado, no sul de Minas Gerais, e Allan Taxista e Marcilene Venâncio deixaram de ser presidente e vice do clube, respectivamente. Eles deram lugar ao mandatário Ramon Guerra da Cunha e ao vice Eduardo Gomes Dancuart. 

Nos pouco mais de três anos de história, o Villa Real participou de três edições da Segunda Divisão do Campeonato Mineiro. Em 2022, alcançou as quartas de final. Porém, nos anos seguintes, não passou da fase de grupos da “Terceirinha”. Por outro lado, a equipe também participou da Segunda Divisão estadual sub-20 em 2024, terminando na terceira posição, o que culminou na promoção do clube para a Primeira Divisão.

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*Sob supervisão do editor Gabriel Silva

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