Presos são atingidos por bala de borracha no Ceresp; Sejusp nega que houve feridos

A manhã desta segunda-feira (16), foi de tensão no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) em Juiz de Fora. Segundo apuração da Tribuna, seis presos foram atingidos no que a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) denominou de “subversão da ordem” – “situação na qual o controle da unidade não é perdido pelos policiais penais e os eventos são controlados de forma rápida”. A pasta de segurança negou que houve feridos.

Ainda de acordo com apuração da reportagem, o clima de hostilidade dentro da unidade teria começado com uma apreensão de 162 buchas de maconha em uma cela na tarde deste domingo (15). O Registro de Eventos de Defesa Social (Reds) confeccionado pela polícia registrou que a droga estaria em cima da cama de um detento, que assumiu ser proprietário do material. Apesar disso, no documento não há informações sobre como ele teria tido acesso a droga. 

Na manhã desta segunda (16), um grupo de presos teria colocado fogo em peças de uniformes dentro de uma das celas. A tensão também se estabeleceu com o uso de balas de borracha e outras medidas ostensivas por parte da polícia. As pessoas envolvidas, segundo a Sejusp, serão ouvidas e poderão sofrer sanções administrativas. 

A suspeita é de que, na última noite, drones teriam enviado telefones para o presídio. Até o momento sete celulares foram apreendidos, conforme apontou apuração da Tribuna. A pasta de segurança confirmou que houve materiais apreendidos, contudo, não especificou quais, sendo a informação oriunda de investigação da reportagem.

O Ceresp teve que contar com o Grupamento de Intervenção Rápida (GIR) de outros estabelecimentos penais da cidade. Os policiais foram encaminhados de outras unidades prisionais para o local, que precisou de reforço. A pasta de segurança disse que a unificação do agrupamento se deu para otimização do atendimento de ocorrências.

Ceresp reinaugurado em silêncio

O episódio de hoje acontece menos de três meses após a reinauguração do Ceresp, que ocorreu em julho. A conclusão das obras no local se deu sem cerimônia e foi marcada apenas pela visita do secretário Rogério Greco, que marcou a entrega das áreas de segurança e carceragem. 

Na data, representantes do Sistema de Justiça também estiveram na unidade para acompanhar a entrega da nova estrutura. À Tribuna, a Secretaria de Estado e Justiça informou que atualmente o local funciona abaixo da sua capacidade, não havendo superlotação.

No entanto, apesar de reinaugurado, a penitenciária ainda não recebeu um gerador. Os trâmites já teriam sido iniciados, porém a empresa fornecedora para a instalação do material ainda estaria no prazo para cumprir o acordo. Segundo a Sejusp, não falta energia no local. 

Apesar disso, alguns velhos problemas persistem, como a qualidade da comida, que continua chegando azeda no local, segundo indicou denúncia recebida pela Comissão de Direitos Humanos da OAB. 

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